segunda-feira, 14 de março de 2011

Mulher maravilha e super-man no tchubirabiron. Vou não!

Se você é brasileiro (principalmente nordestino), provavelmente já ouviu alguns dos maiores sucessos da atualidade. Os hits mais tocados no momento que fazem a galera “balançar”.
Na minha época, a mulher maravilha não fugia do super-man. Ela não tinha medo de enfrentar qualquer perigo eminente. E, com certeza, não gostaria de ser banalizada numa composição (se é que se pode chamar de composição) ridícula e sem sentido. Mas parece mesmo que os tempos mudaram, né?
Foragida a mulher maravilha, aparecem então as “duas nêga” de Reginho e DJ Sandro, que não fuma e nem bebe porque a mulher não deixa. Moça ajuizada.
Como se isso já não bastasse, chega o “sertanejo” Luan Santana com o seu meteoro da paixão, devastando os corações das menininhas ingênuas que acabaram de descobrir o amor; e, por fim, Léo Santana (sobrenomes iguais, será coincidência?) com seu “rebolation” pedindo pra galera segurar a cabeça: tchubirabiron.
¬¬
Não dá. Sinceramente, não dá. E olha que já teve coisa pior, a exemplo de um vizinho querendo comer o coelhinho da gostosona que mora ao lado. É. E tende a piorar.
Nossos novos Chicos, Tons, Toquinhos, Nelsons, Elises (que já são poucos), e os velhos também, estão perdendo espaço para ritmos mais “populares”. E não é por incompetência deles, tenha certeza. As letras bizarras com melodias dançantes fazem sucesso. E muito. Mas seus intérpretes são artistas do entretenimento, não da música. É diferente. E, como o nosso povo é fácil de enganar, já viu, né?
Ninguém mais quer “voar, voar.. subir, subir..” como o Byafra. A maioria está mais interessada em descer até o chão, chão, chão.

Fuja, mulher maravilha. Fuja, porque a coisa tá ficando feia.

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